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Recordação
Agora, o cheiro áspero das flores leva-me os
olhos por dentro de suas pétalas. Eram assim teus cabelos; tuas pestanas
eram assim, finas e curvas. As pedras limosas, por onde a tarde ia aderindo,
tinham a mesma exaltação de água secreta, de talos molhados, de
pólen, de sepulcro e de ressurreição. E as borboletas sem voz dançavam
assim veludosamente. Restitui-te na minha memória, por dentro das
flores! Deixa virem teus olhos, como besouros de ónix, tua boca de
malmequer orvalhado, e aquelas tuas mãos dos inconsoláveis mistérios, com
suas estrelas e cruzes, e muitas coisas tão estranhamente escritas nas
suas nervuras nítidas de folha, - e incompreensíveis, incompreensíveis.
(Cecilia Meirelles)
*

Esta noite
Esta noite o vento ceifa os bosques e uma raiva
sacode a terra. Se a voz do mar chamasse pelas velas, os
estreitos aguardariam um naufrágio. E se dissesses o meu nome eu morreria
de amor. Devo, por isso, afastar-me de ti – não por ter medo de morrer
(que é de já não o ter que tenho medo), mas porque a chuva que devora as
esquinas é a única canção que se ouve esta noite sobre o teu
silêncio.
(Maria do Rosário Pereira)
*

Poema do amor-perfeito
Naquela nuvem, naquela, mando-te meu
pensamento: que Deus se ocupe do vento. Os sonhos foram sonhados, e
o padecimento aceito. E onde estás, Amor-Perfeito? Imensos jardins da
insônia, de um olhar de despedida deram flor por toda a vida. Ai de
mim que sobrevivo sem o coração no peito. E onde estás, Amor-Perfeito?
Longe, longe, atrás do oceano que nos meus olhos se aleita, entre
pálpebras de areia... Longe, longe... Deus te guarde sobre o seu lado
direito, como eu te guardava do outro, noite e dia,
Amor-Perfeito.
(Cecilia Meirelles)
*

Arranco o amado distante do meu corpo e me liberto
da dor da ausência ou deixo que sua luz, tão forte quanto rara, me
alimente os sonhos de calor?
(Léa Waider)
*

... Como posso viver longe de ti... Como posso
acender um candeeiro senão para te ver? Como posso fitar uma parede por onde
não perpassa a tua sombra? ... Como hei-de abrir uma porta se não for para ir
ter contigo? Como hei-de atravessar uma soleira se não for para te
encontrar? Não, não podia viver longe de ti... Dá-me a tua boca por um
momento...
(Tasos Leivaditis, Tradução de Manuel
Resende)
*

Modo de amar
Amor como tremor de terra abalando montanhas e
minérios nas entranhas da minha carne. Amor como relâmpagos e
sóis inaugurando auroras ou ateando faíscas e incêndios nas trevas da
minha noite. Amor como açudes sangrando ou caudais
tempestades despencando dilúvios. E não me falem de ruínas nem de
cinzas, nem de lama.
(Astrid Cabral)
*

Vem cá! Assim, verticalmente! Achega-te...
Docemente... Vou olhar-te... E, no teu olhar, colher promessas do que
quero prometer, até à síncope do amor na alma! Colemos as mãos, palma a
palma! A minha boca na tua, sem beijo... Desejo-te até o desejo se
queixar que dói.
E sou tua, assim, como nenhuma foi!
(Leonor de Almeida)
*

Como eu não possuo
Como eu desejo a que ali vai na rua, tão
ágil, tão agreste, tão de amor... Como eu quisera emaranhá-la nua,
bebê-la em espasmos de harmonia e cor!...
Desejo errado... Se eu a tivera um dia, toda
sem véus, a carne estilizada sob o meu corpo arfando transbordada, nem
mesmo assim - ó ânsia - eu a teria...
Eu vibraria só agonizante sobre o seu corpo de
êxtases dourados, se fosse aqueles seios transtornados, se fosse aquele
sexo aglutinante...
De embate ao meu amor todo me ruo, e vejo-me em
destroço até vencendo: é que eu teria só, sentindo e sendo aquilo que
estrebucho e não possuo.
(Mario de Sá Carneiro)




Azul_luzente Luz de teu olhar sobre meu corpo. Água equina que se escapa de cada poro. Cavalo à solta Escorro em ti. Como o silêncio no teu porto Quando o mar se acalma. Aplacamos o vento da distância. Flama inocência de quem se ama. Azul_luzente. Sinto-te! bonecadetrapos  Soneto de entrega Amar é entregar. Tudo te dou. Não porque tu me pedes porque quero. Pois te sei livre em mim portanto espero em ti livre perder-me: aqui estou. Quero o grito o encanto o mel o vôo oceano e deserto reverbero sob o toque das mãos tuas: bolero só audível a mim quando em ti sou. Mais que flor ofertada aberta ao falo sou suor sou galope e contra-canto o teu corpo no meu corpo abrilhanto e em mil sóis saberei multiplicá-lo : gozo imenso eterniza a cavalgada e enrubesce de inveja a madrugada. Marcia Maia

Escrava Teu poema, inclemente, me encarcera, umedecendo, de gozo, os meus versos. Espancando, com a pena, as minhas rimas, se assanha, feito bicho, entre meus seios. Teus dedos em tuas mãos; ágeis tentáculos, aprisionam de vez minhas vontades, deixando-me à mercê dos teus domínios, amarrando-me os pulsos, como escrava. O ar que me vem é da tua boca. Meus gemidos, quem sufoca é tua língua. Teu verbo, desconexo aos meus ouvidos, me faz louvar - indecente - o teu nome. Em minha barriga, passeia impune, o teu falo. Sob teu corpo, o meu, é prazer e desgoverno. Entre minhas coxas, tu desenhas a tua fúria, em teu pescoço, cravo dentes de poesia. Mariza Lourenço

Amoras maduras Ao sabor das amoras na minha língua maduras - era talvez o tempo delas – fechei os olhos, para assim prolongar dentro do meu peito a memória aconchegada no gosto das bocas. Como suster o ar – sem respirar? – Quando bebo a fragrância derramada Do teu corpo adormecido Sob os lençóis amarrotados da loucura? Estou imobilizada – sinto o teu respirar – Abro lentamente os olhos e perscruto o teu sono. És terrivelmente belo, qual anjo adormecido. Os anjos não dormem – nem existem – porque A loucura cai branda e, alienada, ecoa nos latidos Noctívagos de um cão à procura de amoras maduras © Piedade Araújo Sol *** ...meu eu...bjus
além do poema os teus olhos mergulhados no meu corpo as tuas mãos imersas na minha pele a tua boca líquida no meu sexo as tuas palavras gravadas nos meus seios tudo tão além do poema silvia chueire *** Minhas coisas...Meus blogs Lali...mulher...poema. Coisas de LaLi Cantinho da Laranja Lima ...Sou LaLi
***
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És O corpo que me desafia A percorrer cada milímetro de pele Sou A gota que desliza Te beija E deseja E se aloja nos teus sentidos Fazendo-te meu © Sutra 2006 * 
Não digas ao ouvido que me amas; o coração tem escutas pelas veias não digas amor das marés cheias da longa solidão que desvanece ao tocares a boca que anseias com sofreguidão e que fenece sem a tua boca, a tua mão... não digas ao ouvido beija apenas e as horas nos serão pequenas para matar saudades já sentidas nesta nossa espera em tantas vidas neste eterno desejo sempre em flor... mas se acaso não puderes calar esse amor que sentes e lateja não fales, beija e seremos dois num só amor!... Maria Mamede * 
Quando Quando me vestir do seu calor febril, contornar o seu corpo moreno com o ápice sensitivo dos dedos tocando suavemente a pele molhada do suor, dos pêlos espalhados à revelia; Quando me arribar do aperto entre as pernas, erguer os meus olhos à altura dos seus encontrando-os dilatados e fixados à empunhadura; Quando me aprumar no seu colo resistente, girar-me ao contrário expondo o meu traseiro ao dispor da sua boca sedenta; Quando me encharcar da saliva lubrificante, abrigar os seus dedos penetrantes implorando a intensidade da violação desmedida; Quando me esganiçar dos gemidos emitidos, revigorar as zonas intumescidas confundindo a preenchida, estontear com os rebolados repetidos, esbaldar com o gozo remanescente... Beatrice Russo * 
Às vezes tu me habitas como ruídos a uma casa, como marcas a um rosto que por elas se define e te lembrar é voltar ao que há de mais meu em mim mesma, à parte de mim mesma que me revela e me assombra. Às vezes eu quase te esqueço, quase te perco e quase sou completamente triste e quase sou completamente outra sem a interrogação onipresente dos teus olhos, sem a incompreensão cúmplice da tua voz. Estás em mim e não há nada a fazer, mesmo a meio da noite, quando és um vazio cheio de pontas, mesmo a meio da frase, quando és um gole de ar no lugar do teu nome. Tu és meu porque de ti sou feita e negar-te a mim seria parir-me ao contrário. Aceito assim meu ofício de habitar-me tu - ainda que a mim nunca regresses, mesmo que de mim jamais tenhas partido. Ticcia *** Minhas coisas...Meus blogs http://lalilaranjalima.zip.net/
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- Postado por: Lali


Orquídea ele quis ser a estufa onde ela floresceria desejo. deu-lhe o tronco, o adubo e a seiva. e cercou-a. ela desabrochou carnívora. entre suas pétalas ele viu-se esvaindo em sêmen e sangue. Loba 
Tirou-me a capa E escorreu-me sálivas. Pelo meu corpo Dedilhou o mapa. Percebi volúpias vivas Percorreu caminhos Até o meu porto. Em pensamento Me capta. Pré-sente os rodamoinhos Cérebro torto! Extasia-me naquele momento Cherry 
Fazer estrelas Fazer amor como quem faz estrelas pari-las vê-las surgir em explosões orgásticas fantásticas beleza plástica de pernas entrelaçadas peles entremeadas ungidas pêlos, sêmen, suores bênçãos soluços cálidos sussurros tímidos urgentes. Passear a língua no corpo como alpinista montes, depressões escalas, o pico o ápice o pênis pulsa tórrido mármore a língua feito artista a desenhar sóis nos mamilos pernas abertas frondosas árvores sulcos suculentos frutos saliva filetes falsetes das vozes roucas. Nalú Nogueira *** Minhas coisas...Meus blogs http://lalilaranjalima.zip.net/
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TU CUERPO ESTÁ A MI LADO Jaime Sabines Tu cuerpo está a mi lado fácil, dulce, callado. Tu cabeza en mi pecho se arrepiente con los ojos cerrados y yo te miro y fumo y acaricio tu pelo enamorado. Esta mortal ternura con que callo te está abrazando a ti mientras yo tengo inmóviles mis brazos. Miro mi cuerpo, el muslo en que descansa tu cansancio, tu blando seno oculto y apretado y el bajo y suave respirar de tu vientre sin mis labios. Te digo a media voz cosas que invento a cada rato y me pongo de veras triste y solo y te beso como si fueras tu retrato. Tú, sin hablar, me miras y te aprietas a mí y haces tu llanto sin lágrimas, sin ojos, sin espanto. Y yo vuelvo a fumar, mientras las cosas se ponen a escuchar lo que no hablamos.
- Postado por: Lali


A tua boca Ai a tua boca Que me diz palavras loucas Roucas abafadas Entrecortadas de gemidos Húmida a paixão na tua boca Que a minha procura e cala E morde e cola Palavras minhas ás tuas Gemidos meus aos teus E as tuas mãos… Ai as tuas mãos Impacientes curiosas Furiosas Abrem trilhos e caminhos Rasgam espaços entre os braços Os meus que se entrecruzam E lutam e se rendem E se baixam e retidos Corpo rendido nas tuas mãos… E o teu sexo Que o meu roça e se encosta E foge nas minhas pernas E desce nas minhas coxas E subitamente de repente Me invade me preenche Me completa E eu repleta E na tua boca… Ai as palavras loucas Que digo na tua boca.
Encadescente.
Te digo amor Después mire el movimiento sosegado de tu cuerpo, en el aire se mezclaba el aroma de todos los arboles de incienso aun ,entre paredes y en mi oido se perseguian los gemidos. La ternura me despertó en la calidez de tu abrazo. Arrulle tus formas susurre en tu oído, sin prisa, lentamente y te hable de lado. Te hable con amor y llore, lloré sin razón por que el amor es llorar sin ocasión, ese momento eterno de acariciar sin tocar, dé besar sin final. Amor, te digo por que en ti me prolongo, por que muerdes mi alma y me incendias si me miras y me volteas las entrañas y muero y renazco y soy mas de ti cada dia ¡Amor! te digo me tocas, en ti trasciendo infinitos cuando en tu piel en tus ojos me regocijo . Mentacalida

Me quedo en ti Amor, mi amor, cielo mío, resuenan mis besos en tu magnifica playa, desbordo el amor que me brota rendida sobre tu lecho que me recibe amoroso y me acuna tierno, presto, y la soledad huye despavorida ante tu mirada, ante el fragor de caricias, de piel colmada, gime en un rincón de olvido y envidiosa nos ve a los lejos, abrazados y en uno transformados se desintegra al susurro de amores, de dolores, de esperanzas... Me besas, me besas y me pierdo en el espejo de tus ojos que me duplican y me dejan entrar en ti anticipadamente, mujer inmensa, te envuelvo en mi manto aterciopelado, cedes a mi petición con tal suavidad que me derrumbas, renazco cada que tu letra me mira, que tu sed me alcanza, que el hambre que compartimos se sacia, antropófagos declarados somos... Tuya soy en declarada armonía, seducida por tu espejo de Luna, la noche pasa y yo recibo el nuevo día contenta de saberme en ti refugiada... Te quiero, me quedo en ti... Piel
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Meus pontos com teus pontos Se combinam e se tateam... relevos conhecidos nas pontas dos dedos Linguagem de amor Kathleen Lessa
- Postado por: Lali


Corpo adentro Teu corpo é canoa em que desço vida abaixo morte acima procurando o naufrágio me entregando à deriva. Teu corpo é casulo de infinitas sedas onde fio me afio e enfio invasor recebido com licores. Teu corpo é pele exata para o meu pena de garça brilho de romã aurora boreal do longo inverno. Marina Colassanti 
Tua mão em mim Você me acorda no meio da noite e eu que navegava tão distante cravada a proa em espumas desfraldados os sonhos afloro de repente entre as paradas ondas dos lençóis a boca ainda salgada mas já amarga molhada a crina encharcados os pêlos na maresia que do meu corpo escorre. Cravam-se ao fundo os dedos do desejo. A correnteza arrasta. Só quando o primeiro sopro escapar entre os lábios da manhã levantarei âncora. Mas será tarde demais. O sol nascente terá trancado o porto e estarei prisioneira da vigília. Marina Colassanti 
Esta manhã encontrei o teu nome Esta manhã encontrei o teu nome nos meus sonhos e o teu perfume a transpirar na minha pele. E o corpo doeu-me onde antes os teus dedos foram aves de verão e a tua boca deixou um rasto de canções. No abrigo da noite, soubeste ser o vento na minha camisola; e eu despi-a para ti, a dar-te um coração que era o resto da vida - como um peixe respira na rede mais exausta. Nem mesmo à despedida foram os gestos contundentes: tudo o que vem de ti é um poema. Contudo, ao acordar, a solidão sulcara um vale nos cobertores e o meu corpo era de novo um trilho abandonado na paisagem. Sentei-me na cama e repeti devagar o teu nome, o nome dos meus sonhos, mas as sílabas caíam no fim das palavras, a dor esgota as forças, são frios os batentes nas portas da manhã. Maria do Rosário 
Um sono imenso, um cansaço enorme, meu corpo deita mas não pousa sem teus braços. Acho que não volto a dormir e ressonar para acordar inteira se não for ao teu lado. Estou aí, dentro do teu peito e agora estou condenada a andar aqui sem alma e sabes que para os que estão sem alma, não há horas de sono que dêem jeito. Sigo branca, lívida, lábios vermelhos porque meu sangue corre aí em tuas veias, não sentes, longe que está do meu próprio coração, se impulsiona distante e eu esfrio o corpo, com teu coração batendo por nós dois enquanto o meu soluça no seco, longe dos líquidos quentes de que nos fazemos juntos. Minhas mãos à procura de ti no vazio vizinho, na amplidão alva impregnada do teu cheiro, entre travesseiros e tudo isso se mistura aos sonhos em que voltam as nossas imagem em flashes, em pedaços, o quarto quase escuro, a luz da madrugada, tuas pernas, os pêlos do teu peito, tua língua rubra, peças de roupa perdidas, teu riso, um leve suspiro e eu acordo com a impressão de que acabaste de te evadir daqui, que em mim restam teus afagos de sonho, a presença efêmera do teu riso, a tua respiração. Adormeço insone, com pena dos meus seios tão longe das tuas mãos.(Ticcia) *** 
bjus...vc...
- Postado por: Lali


Tenho-te em tuas umidades, no calor do teu abraço e nas gotas de suor que se espalham pelo teu corpo. Tenho-te em tua pele lisa, teus cabelos colados, teus pêlos grudados, teu visgo, tuas águas, teus caminhos de charcos, os pequenos rios no teu pescoço, o sabor salgado do lóbulo da tua orelha, tua testa brilhante, tuas narinas abertas, tuas pupilas dilatadas. Tenho-te em alta temperatura misturado a mim, confundido em líquidos e sumos, sede e fonte, mar em onda, céu de chuva. Tenho-te emaranhado e deslizante, em vapor e respingos, em poros abertos, em cheiro de bicho, em cio de gente. Tenho-te na língua que colhe o gosto, nos lábios que escorregam, na boca que dança lúbrica por frestas molhadas e se embriaga de essências profundas, de perfumes e cansaços. Tenho-me docemente embebida por ti. (Ticcia) 
Da Entrega Maria Branco Passo-te as mãos no rosto num gesto de ternura intemporal Os dedos àvidos de trajectos, Os teus olhos de perguntar encontram os meus Desenhando-lhes lentos compassos de espera, Demoradamente lentos, Devolvo o medo inquieto de que me saibas Como se fosse possível impedi-los de te beijar Com a furia de quem ama, O teu cheiro a entrar no meu corpo. A ternura a espraiar-se. Os meus dedos a enrolarem-se nas palavras Dolorosas do teu silêncio, Os meus lábios no desejo da comunhão do sentir, Beijam-te baixinho, Para que oiças a ternura limpida Do meu aceitar. Solto-me de mim, para livre Me depositar nas tua alma e no Teu corpo. No meu olhar a entrega da ternura A certeza do amanhã...  Ata-me Encandescente Prende-me nas tuas pernas. Não deixes que nada desate o nó, Que cruzando-se formarem, As tuas pernas e as minhas. Mesmo que eu diga não, Mesmo que eu te maldiga, Mesmo que eu te maltrate, Como se contra vontade Me tivesses dominado. Não deixes que se desate O nó em que me prendeste… Mesmo que agarrando os teus cabelos Eu os prenda nos meus dedos E os puxe e te puxe, E te morda beijos e boca, E renegue o teu abraço Maldizendo os teus braços. Não deixes que se desate O nó em que me prendeste… Revoltar-me-ei no teu corpo Procurando o meu solto, Cravarei unhas e mãos Nos teus braços, Nas tuas costas, Mexer-me-ei nas tuas pernas No esforço de libertar… Não, Os braços com que me atas. Não, As pernas com que me prendes. Mas o aperto que sinto no peito, Mas a urgência que me prende a voz, E este fogo que me arde no ventre E se solta Desatando nós. *** Minhas coisas...Meus blogs http://lalilaranjalima.zip.net/
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Posse intemporal Manuela Amaral Fazer amor contigo não é espelhar teu corpo nu no vítreo do meu espaço não é sentir-me possuída ou possuir-te É ir buscar-te ao abismo de milénios de existência e trazer-te livre. 
Nua
Isabel Machado Porque me despes completamente sem que eu nem perceba... E quando nua por incrível que pareça sou mais pura... Porque vou ao teu encontro despojada de critérios... liberto os mistérios sem perder o encanto do prazer... Porque quando nua sou única e exclusivamente tua... 
Fecundação
Gilka Machado Teus olhos me olham longamente, imperiosamente... de dentro deles teu amor me espia. Teus olhos me olham numa tortura de alma que quer ser corpo, de criação que anseia ser criatura
Tua mão contém a minha de momento a momento: á uma ave aflita meu pensamento na tua mão.
Nada me dizes, porém entra-me a carne a persuasão de que teus dedos criam raízes na minha mão.
Teu olhar abre os braços, de longe, ó forma inquieta de meu ser; abre os braços e enlaça-me toda a alma.
Tem teu mórbido olhar penetrações supremas e sinto, por senti-lo, tal prazer, há nos meus poros tal palpitação, que me vem a ilusão de que se vai abrir todo meu corpo em poemas.

Fazer estrelas
Nalú Nogueira Fazer amor como quem faz estrelas pari-las vê-las surgir em explosões orgásticas fantásticas beleza plástica de pernas entrelaçadas peles entremeadas ungidas pêlos, sêmen, suores bênçãos soluços cálidos sussurros tímidos urgentes. Passear a língua no corpo como alpinista montes, depressões escalas, o pico o ápice o pênis pulsa tórrido mármore a língua feito artista a desenhar sóis nos mamilos pernas abertas frondosas árvores sulcos suculentos frutos saliva filetes falsetes das vozes roucas.
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...Dime por favor cuál es la noche...en que no vendrás para velar mis sueños… Que no puedo vivir porque te extraño...y no puedo morir porque te quiero. (Jorge Luis Borges) Meu Eu...beijos...LaLi
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 Envolvida...encantada... Ele entrou em minha vida, assim, sem pedir permissão, se podia ou não, nem perguntou...foi entrando...foi me envolvendo, eu, encantada pelo homem que era e é... fui sendo guardada por ele, para lhe pertencer, na hora exata. Me fez ao seu gosto e para nosso prazer, entre mãos, bocas, pernas e palavras. Eu, toda rebelde, ele, grosseiro, me enfrentou, me domou, me deu um cio infinito, exige...e agora é meu dono. O recebo em meu corpo e em minha mente, hora calmo, hora feroz, querendo, rasgando, mordendo, sugando, marcando... Ahhh...vindo de qualquer maneira, me amansa, aplaca todos meus desejos, agonias e anseios...é o homem que adoro... amo... desejo... LaLi 
Dormi contigo toda a noite Dormi contigo toda a noite junto ao mar, na ilha. Eras doce e selvagem entre o prazer e o sono, entre o fogo e a água. Os nossos sonos uniram-se talvez muito tarde no alto ou no fundo, em cima como ramos que um mesmo vento agita em baixo como vermelhas raízes que se tocam. O teu sono separou-se talvez do meu e andava à minha procura pelo mar escuro como dantes, quando ainda não existias, quando sem te avistar naveguei a teu lado e os teus olhos buscavam o que agora - pão, vinho, amor e cólera - te dou às mãos cheias, porque tu és a taça que esperava os dons da minha vida. Dormi contigo toda a noite enquanto a terra escura gira com os vivos e os mortos, e ao acordar de repente no meio da sombra o meu braço cingia a tua cintura. Nem a noite nem o sono puderam separar-nos. Dormi contigo e, ao acordar, tua boca, saída do teu sono, trouxe-me o sabor da terra, da água do mar, das algas, do âmago da tua vida, e recebi teu beijo, molhado pela aurora, como se me viesse do mar que nos cerca Pablo Neruda bjus...EU. **************** Minhas coisas...Meus blogs http://lalilaranjalima.zip.net/
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Morrer de Amor Morrer de Amor ao pé da tua boca Desfalecer à pele do sorriso Sufocar de prazer com o teu corpo Trocar tudo por ti se for preciso. Maria Teresa Horta
Nossa Noite Você já saiu para o trabalho, passeio pela nossa casa, por todos os cantos dela, sinto seu cheiro, por todos eles, sinto sua presença, ouço sua voz, seu riso, ouço você chamar meu nome, como faz sempre quando quer alguma coisa ou somente quando me quer ao seu lado. Parada na sala, olho e vejo que esta tudo em ordem, arrumada, perfeita, nem de longe lembra a noite que tivemos ali à algumas horas... Eu lia esparramada no sofá e você trabalhava em suas planilhas...às vezes, levantava os olhos e te olhava, olhava o homem que tanto amo e desejo, pressentindo, levantava os olhos e me olhava sorrindo... Em um desses momentos de ternura, levantou-se, ligou o som e puxou-me para dançar, encostamos nossos corpos e começamos vagarosamente a nos mexer, olhos nos olhos e bocas próximas. Seus braços ao meu redor me apertavam delicadamente, nossas bocas unidas, suas mãos já descendo pelas minhas costas, passeavam em mim...as minhas, pousadas em seu peito... Enquanto procurava tirar sua camisa, você procurava tirar meu vestido, ficaram no chão, juntos com nossas outras peças logo depois. Continuávamos a dançar, nus e entre beijos, conversávamos, falávamos de nosso amor e do desejo que tínhamos um pelo outro... Sua pele quente, em contraste com a minha, gelada, nos causava arrepios de prazer, atordoada, beijava seu peito, lambia sua pele e sugava seus mamilos rijos, queria somente seu gosto em minha boca naquele instante, nosso dançar já não seguia o ritmo das músicas que tocavam, seguia o ritmo de nosso tesão, sem pressa, era o ritmo também de nosso amor, de nosso querer, de nossa união. Deitamos sobre o tapete, agora, um saboreando cada canto do outro, com beijos, línguas, cheiros, bebendo do líquido mágico que escorria de nossos sexos. Ainda parada, olhando o tapete, vejo perfeitamente quando você abriu minhas pernas, ficou olhando fixamente entre elas e lentamente levantou a mão espalmada passando sobre a minha parte de seu prazer maior, deliciosamente passou toda a mão sobre ela, levou até o rosto e aspirou o cheiro que adora em mim, disse meu nome, rouco, já sem poder adiar, me penetrou, firme e duro, todo meu e aberta, abandonei-me, saí de mim, já não me pertencia mais, gemíamos de prazer, rolávamos ao abandono, ofegávamos e assim juntos, grudados, fomos passear entre as ondas do mar e entre as estrelas do céu. Te espero agora, em nosso canto, não seria de outra maneira...vem logo, vem.. LaLi

Tua...bjus Eu. **************** Minhas coisas...Meus blogs http://lalilaranjalima.zip.net/
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 No meu regaço repousam pétalas da nossa paixão Vermelhas rubras de sangue Regaço que te deseja Pele que te beija E te espera © Sutra 2006
Soltas Quero soltar o teu fulgor dentro de um baú a que chamo desejo. No teu peito sei que resido na vontade de sobrevoar o meu corpo em ânsias de azul. Sou o teu dia e a tua noite. Sou. Apenas sou. Um voo. Um sorriso. E as pernas abertas do tempo, à espera que tu, momento fugaz, atravesse o portal e me sussurre que o ontem se entrelaça com o amanhã em bebedeiras de vento. Ser, ter, querer. Eu o baú do tempo. Tu o tesouro do destino. Sinto-te na foda literária que trocamos como se fôssemos apenas letras soltas que se desfazem sopradas nos sussurros mordidos nas peles suadas de paixão. Queres-me como te quero. Desejo-te desfalecido nas entranhas do beijo. Do nosso beijo. © Sutra 2007 
Se...
Se eu conseguisse alguma vez identificar o que me fazes sentir. Se eu pudesse por um só momento saber o que estás a pensar. Se fosse possível esquecer-me de mim e entregar-me ao que apenas vislumbro, mas que me revolve as emoções e as faz submergir em águas revoltas, espalhando-se nos braços abertos de corais tão belos quanto fatais. Se me fosse permitido mergulhar contigo nas águas de um oceano sem fim e, de dedos entrelaçados nos teus, presos com algas, deambulasse pelo fundo do mar em busca de tesouros perdidos. Se as palavras a mais pudessem ser apagadas da memória e não ficassem a calcar sentimentos em constante turbulência, eu sorriria mais uma vez só para ti e, contigo, partiria à descoberta do eu que perdi na última viragem do pensamento. Se eu soubesse o que se esconde do outro lado do espelho, cravaria nele o punhal da ânsia, partindo-o e desnudando o segredo encoberto. Se eu não me penalizasse por palavras ditas e não ditas, não segredadas, rasgadas, sentidas, choradas. Se eu... Se tu... Se... © Sutra 2006 
Um toque singelo Só, no meio da Natureza, não resisto a semicerrar os olhos e pensar na forma como me olhas, tocas e deslizas o teu pensamento na concavidade do meu, juntando-se num só em delícias tumultuadas do desejo. Quase sem me dar conta, os movimentos da minha mão, transportam os dedos numa viagem pelo meu corpo que entrego no esconderijo do teu olhar. Fazem descair um pedaço de tecido que cobre a pele nua e entreabrir as pernas para a passagem da curiosidade expressa de dedos que finjo serem teus. Toco-me. Sinto-me. Desejo-me. Desejo-te. Sinto-te. Toco-te. Apenas com o meu pensamento que sei estar em comunhão com o teu, apesar de não estares aqui, mas sim do lado de lá do obstáculo que a minha paixão urge em transpor. Suspiro. Ouve-me. Gemo. Abraça-me. Deliro. Ama-me. Ficarei aqui, na paz verdejante de um momento único que usufruo. Espero-te de corpo singelo, boca expectante e braços em repouso, aguardando que te deites entre eles, para te abraçar e sentir em mim, de corpos entrelaçados, entregues à paixão. E renasceremos assim, um no outro. © Sutra 2006 http://www.contossecretos.com/
----- Para você..de sua LaLi...bjus 
- Postado por: Lali

 Deixa-me dormir em ti Fazer do teu corpo A minha cama...
Encandescente 
Suspenso Sabia que, se se movesse naquele instante. Se fizesse um movimento. Um movimento mínimo que fosse, o corpo não resistiria. Queria o prazer, assim. Suspenso. Preso entre as pernas. Preso pela força dos músculos que se contraíam. Preso entre os dois corpos imóveis. Colados. - Não te atrevas a fazer um movimento. Disse-lhe. Ele riu. Gostava de vê-la quando adiava o instante. Quando prendia tempo e prazer entre as coxas. Quando corpo e voz lhe diziam para esperar. Ele afastou-lhe o cabelo do rosto. Para a ver. Para lhe ler nos olhos o momento que sabia próximo. Ela olhou-o. Para o ver. Para lhe dizer nos olhos do prazer que sentia. E no instante em que, num movimento imperceptível se deram. No instante em que se misturaram no prazer liquido que deles correu. Ele beijou-a e disse-lhe da ternura sólida. Ela olhou-o e nos olhos dele ficou. Encandescente

Sentes Como te percorro num poema? Como sílaba a sílaba Te toco e te quero Te mordo e desejo E amando o poema Te amo e me prendo a ti? Sentes Como as palavras se tornam dedos Mãos, pernas? E são como carícias que crescem E tocam a pele E a preenchem, a enchem E sobem no corpo, são corpo Carne e desejo que pulsa em mim? Sentes Como os versos se enrolam e se tocam? Como se entrelaçam e enroscam E te envolvem e te tocam E se amam e te amam E têm cheiros, e são sons E ganham vida e se soltam E na boca sabem a mim e a ti? Sentes Como é escrever as palavras? Como é senti-las no corpo Arrancá-las do corpo Para tas entregar, para que as sintas Para que o poema seja teu E sejamos o poema E eu seja a palavra E tu sejas a poesia… Sentes como te percorro num poema? Encandescente 
Sólida Impunha-lhe olhar e corpo. Exigia-lhe corpo e olhar. O corpo dele indefeso. O corpo dela que o prendia. As mãos que o percorriam. O olhar que o penetrava. A língua que lhe falava na língua. E escorria sólida no corpo dele. Mordeu-lhe um ombro com força quando ele se moveu. Agarrou a mão que lhe acariciava as costas. Prendeu-a na sua. Com a outra mão fechou-lhe os olhos: - Não te movas. Não me olhes. Sente-te. E escorria sólida no corpo dele. Nos braços dele abriu os braços. Foi abraço nos braços. Mordeu-lhe lábios e língua. Roubou-lhe ar e gemidos. Sorveu-lhe saliva e sabor. Foi beijo. Boca na boca. E escorria sólida no corpo dele. Abriu-lhe as pernas com as pernas. O peito colado ao peito. As ancas coladas ás ancas. O sexo colado ao sexo. Sólida. Movendo-se. Movendo-o. Tomando-o. Ocupando coxas e sexo. E escorreu líquida no corpo dele. Líquida como a saliva que nele deixava rasto. Beijo corpo que o percorria. Beijo língua que o envolvia. E a mão aberta no peito dele que lhe dizia: - Não te movas. Não me olhes. Sente-te. E escorreu líquida no corpo dele. Contornou o desejo sólido nas coxas dele. Evitou o desejo sólido do sexo dele. Foi beijo e boca nas pernas. Nos músculos tensos. Nos joelhos que antes abrira com os seus. A mão soltou o peito que prendia. A boca soltou o corpo que tremia. Parou. Sólida ante o corpo dele. E no espaço que abrira entre as pernas dele, sentou-se. Olhou o desejo entre as coxas dele. O sexo que a esperava. O corpo dele que esperava que escorresse líquida nas coxas dele. Ele abriu os olhos. A surpresa no olhar. A pergunta no olhar. A ansiedade no corpo. -Pede, disse-lhe ela. Encandescente ***** Cheiro...beijo...de mim para vc meu EU. 
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Tenho-te em mim Tenho-te entre as veias e a minha pele No reflexo de cor em cada gota de suor Tenho-te em cada célula Tenho-te nas ondas do meu corpo Como marinheiro na praia-mar Tenho-te em mim Para mim Comigo Sempre
Madalena

Uma folha tomba do plátano, um frémito sacode o imo do cipreste, És tu que me chamas. Olhos invisíveis sulcam a sombra, penetram-me como à parede os pregos, És tu que me fitas. Mãos invisíveis nos ombros me tocam, para as águas dormentes do lago me atraem, És tu que me queres. De sob as vértebras com pálidos toques ligeiros a loucura sai para o cérebro, És tu que me penetras. Não mais os pés pousam na terra, não mais pesa o corpo nos ares, transporta-o a vertigem obscura És tu que me atravessas, tu.
ADA NEGRI

Desperta-me de noite o teu desejo
Desperta-me de noite o teu desejo na vaga dos teus dedos com que vergas o sono em que me deito pois suspeitas que com ele me visto e me defendo É raiva então ciúme a tua boca é dor e não queixume a tua espada é rede a tua língua em sua teia é vício as palavras com que falas E tomas-me de foça não o sendo e deixo que o meu ventre se trespasse E queres-me de amor e dás-me o tempo a trégua a entrega e o disfarce E lembras os meus ombros docemente na dobra do lenços que desfazes na pressa de teres o que só sentes e possuires de mim o que não sabes Despertas-me de noite com o teu corpo tiras-me do sono onde resvalo e eu pouco a pouco vou repelindo a noite e tu dentro de mim vais descobrindo vales.
Maria Teresa Horta
vc sempre...bjus...£å£i

- Postado por: Lali


bom dia
...abro a porta de nosso quarto
olho seu corpo nu espalhado em nossa cama,
desfeita pelo nosso amor e dormir da noite toda...
tiro a roupa que cobre meu corpo...
devagar e nua volto ao seu lado na cama, sente minha presença...
...levo meus dedos até seus lábios e faço o contorno de sua boca...
sua boca que me leva, transporta, me beija e entre esses beijos, murmura o seu amor, sua loucura por mim...
...de sua boca, meus dedos descem pelo seu corpo nu... corpo que conheço cada canto, cada detalhe...
...olho seu sexo pronto pra mim...pedindo o que eu também quero...
levanto os olhos até seu rosto, que acordado me olha, com aquele olhar...vejo nele o amor, a paixão, o desejo
que sentes por mim, sua mulher, rainha e fêmea...
passo meu dedo em seu sexo latejante e pego a gota, aquela primeira gota...deliciosa...coloco ela em meus lábios...murmuro seu nome,
voce sorri e com esse sorriso lindo de bom dia, cola sua boca na minha, sobe em mim e me cobre toda,
voce é meu macho querido, e me abre, me aperta, penetra forte...
geme e ouve meus gemidos úmidos, como o meu sexo que te recebeu...
suas mãos marcam meu corpo...
ahhh...essa sua intenção de me marcar como sendo sua e que ninguém pode nem sequer olhar...sua posse que adoro...amo ser sua...desejei ser assim todo o tempo, sua...sua...
...grudados assim, nos esfregando, ciciando, gemendo, murmuramos...vamos juntos..vamos...vamos...
agora amor...
hummm...te amo, te quero, te adoro, te gosto...
ahhhhh como te desejo...meu EU.
LaLi

meu homem
Lembrar de você, quando distante, é querer sentir o tremor sempre em meu corpo quando me toca e me possue
é querer sentir também esse seu cheiro maresia e de meu cio misturados...
...esse cheiro nosso, de nossos corpos unidos
Lembrar de você é sentir esse desejo intenso um pelo outro
um desejo misturado a uma doçura e um carinho imenso
cheio de toques, palavras, paixão, amor...tesão
Re(nasço) para você toda manhã, por nós...
sei que tem de ser assim e assim é o meu natural,
você, meu homem, me fez assim...
me despertou para esse querer intenso, com todas as fomes, com toda as sensações novas e todas as consumações.
Você...sedutor, gentil, que me tira do sono, me desperta toda, me possui nas madrugadas, nas manhãs, nos dias...
Homem, que me aprisiona em seus abraços, que me faz delirar e delira comigo...
Meu homem, que é meu começo, meu meio e fim...
voce que tira minha roupa, me suga, me agarra no sofá, me encosta na parede, vem por baixo, por cima, aperta meus seios, me abraça e engole minha boca com a sua
Homem meu... que me penetra, me rasga e explode comigo em gritos e gemidos, vem me possuir, já estou úmida por você...vem..
LaLi
vc meu Eu.
é bem assim que te quero hoje...
de gosto chocolate...
todo em cor e sabor...
doce...
necessito...preciso...

- Postado por: Lali


01
Quando vens mar, rio. Quando vens córrego, sigo. Se és regato, canto. Quando és Atlântico- ó força espantosa que escora meu cio, meus anseios, orgasmos e desvarios - “cresço em maré quando mergulhas em mim”.
Maria Limeira

02
Recebo-te de braços abertos para que me possuas sobre as rochas plantadas sob meus pés.
Vens assim, agitado espumante pigmentas minh'alma e sentes meu gosto de destino
Envolves-me em tuas águas festejando o encontro ritmado Dos braços – toques, das pernas – abraços da pele dos poros – arrepios
Vens, cresço em maré, ao receber-te em mim mar, mar atlântico!
Andréa Motta

03
cresce a maré e o vento do mar corre a linha do rego da areia grão a grão no mergulho segredo sabor marinho verde azul branco sopro espuma saciando o silêncio desejo que conserva em si de a possuir e ela bebe...beija...bebe a salgada aventura de o sentir
Ísis

04
Na ponta de uma corda que construo com as flores, em dança noturna eu te desenho
e, numa estratégia da água da alma, te deixo entrar.
Minha pele abre-se em aves, quando mergulho em ti;
cresces, em maré, danças comigo o poema
até que as mãos toquem o chão. E sejam.
E agarrem a vida em forma de areia.
Sónia Regina

05
Espectro de consciência
Pega-me ao de leve no corpo entardecido do sol, despe-me do laranja e do vermelho e entorna-te sobre mim, monocromático. Sorve, voraz, os alaridos da minha alma e guarda-os em teus lábios em penitência perene. Apaga esse padrão repetido que me veste de dia e desenha-me de novo, com traços convexos, conexos ao desalinho do tempo. Figura-me nua de sentimentos, subtil de entendimentos, e preenche-me com a alvura inocente das gaivotas. Sopra-me ao vento e ganharei asas circundantes na altivez do céu, espectro índigo que desce na bruma branca das manhãs de Inverno.
Vera Carvalho
***
sempre vai ser vc...não esquece...

- Postado por: Lali

...sempre de você meu EU...

Avassaladora Gonzaguinha Avassaladora senta no seu colo lambe o pescoço morde a orelha enfia a língua por entre seus dentes tomando toda a sua boca ela é louca muito louca e, ele adora sua mão apertando o que deseja com calor e com carinho ensinando o caminho da loucura e acabando com seu medo de não poder e o macho se solta se larga, se acaba na mão da rainha com todo prazer e o macho desmonta num grito de gozo na mão da rainha e desmaia de tanto prazer
**
para você...sempre assim EU...

Cio meu
Aqui quero você, vem...sinta o meu prazer latejar em sua boca, úmida e quente te dou de beber, assim como bebo de você e assim como sinto o gosto de meu macho em agonias, sinta o gosto de sua fêmea no cio e em agonias, esse longo e delicioso cio que cultivamos. Vem bebe, é sua minha vida, meu êxtase, tudo é seu em mim, me engole, possua, tome para você e me deixe viver dentro de seu corpo, é o que desejo, ficar aí dentro, ser sua em você, assim carregará sempre meu gosto, meu corpo, meu cheiro e esse amor que tenho e vou ter sempre pelo meu homem...
Agora vem mais, vem e entra com seu prazer, com seu sexo, entra e vamos terminar mais um ritual nosso cheio de ais, geme...me ouve também...quero você.
Pausa...estremecidos um no outro, ainda vibrando...temos uma calmaria em meu ciciar por você...
... amor, você tem exatamente 20 minutos, é o que te dou de tempo...depois...ahh...depois...
Lali

Encanta-me
...você chegou agora, a espera terminou e parados nos olhamos, hipnotizados, sentindo a força de todas as emoções, a respiração acelera e assim ja sabemos o que nossos corpos estão a pedir, essas nossas vontades tão intensas, esse tocar, o beijar, colar, apertar...esfregar...querendo um entrar no outro e perder os sentidos de tanto prazer. Agora me abraça e beija, beija com toda a sua força, diz que me ama, me faz sua, me dê esse amor em toques e beijos misturados com palavras apaixonadas. Toca em meu corpo, tira dele música e te darei um som que jamais ouviu...o de sua mulher, que te ama ao extremo, te deseja e te adora. Olhe ali...aquela fonte em mim, você poderá entrar e sentir esse som melhor, vem...entra, isso...
Veja como brilhamos em explosões, escuta o som...ouve...ele vem de meu corpo... é para você, sempre foi seu, só você ouve, porque me encanta, me ama e me seduz.
...Amo você...e adoro assim..nós...
Lali

- Postado por: Lali

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