
Sejam Benvindos(as)...
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"Para conocer la noche...hay que apagar las
estrellas." (Tomas
Castro)
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Minhas Visitas...

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Esta noite
Maria do Rosário Pereira
Esta noite o vento ceifa os bosques e
uma raiva
sacode a terra. Se a voz
do mar chamasse pelas velas, os
estreitos
aguardariam um naufrágio. E se dissesses
o meu nome eu morreria
de amor.
Devo, por isso, afastar-me de ti – não
por ter medo de morrer
(que é de já não
o ter que tenho medo), mas porque a chuva
que devora as
esquinas é a única canção
que se ouve esta noite sobre o teu
silêncio.

Poema do amor-perfeito
Cecília Meireles
Naquela nuvem, naquela,
mando-te meu
pensamento:
que Deus se ocupe do vento.
Os sonhos foram sonhados,
e
o padecimento aceito.
E onde estás, Amor-Perfeito?
Imensos jardins da
insônia,
de um olhar de despedida
deram flor por toda a vida.
Ai de
mim que sobrevivo
sem o coração no peito.
E onde estás, Amor-Perfeito?
Longe, longe, atrás do oceano
que nos meus olhos se aleita,
entre
pálpebras de areia...
Longe, longe... Deus te guarde
sobre o seu lado
direito,
como eu te guardava do outro,
noite e dia,
Amor-Perfeito.
Recordação
Cecília Meireles
Agora, o cheiro áspero das flores
leva-me os
olhos por dentro de suas pétalas.
Eram assim teus cabelos;
tuas pestanas
eram assim, finas e curvas.
As pedras limosas, por onde a tarde ia aderindo,
tinham a mesma exaltação de água secreta,
de talos molhados, de
pólen,
de sepulcro e de ressurreição.
E as borboletas sem voz
dançavam
assim veludosamente.
Restitui-te na minha memória, por dentro das
flores!
Deixa virem teus olhos, como besouros de ónix,
tua boca de
malmequer orvalhado,
e aquelas tuas mãos dos inconsoláveis mistérios,
com
suas estrelas e cruzes,
e muitas coisas tão estranhamente escritas
nas
suas nervuras nítidas de folha,
- e incompreensíveis, incompreensíveis.
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Arranco o amado distante do meu corpo e me liberto
da
dor da ausência ou deixo que sua luz, tão forte quanto rara,
me
alimente os sonhos de calor? (Léa Waider)
*
... Como posso viver longe de ti...
Como posso
acender um candeeiro senão para te ver?
Como posso fitar uma parede por onde
não perpassa a tua sombra?
... Como hei-de abrir uma porta se não for para ir
ter contigo?
Como hei-de atravessar uma soleira se não for para te
encontrar?
Não, não podia viver longe de ti...
Dá-me a tua boca por um
momento...(Tasos Leivaditis, Tradução de Manuel
Resende)
*
...La poesía es como el viento,
o como el
fuego, o como el mar.
Hace vibrar árboles, ropas,
abrasa espigas, hojas
secas,
acuna en su oleaje
los objetos que duermen en la
playa..."(José Hierro)
Modo de amar
Astrid Cabral
Amor como tremor de terra
abalando montanhas e
minérios
nas entranhas da minha carne.
Amor como relâmpagos e
sóis
inaugurando auroras
ou ateando faíscas e incêndios
nas trevas da
minha noite.
Amor como açudes sangrando
ou caudais
tempestades
despencando dilúvios.
E não me falem de ruínas
nem de
cinzas, nem de lama.
*
Vem cá! Assim, verticalmente!
Achega-te...
Docemente...
Vou olhar-te... E, no teu olhar, colher
promessas do que
quero prometer,
até à síncope do amor na alma!
Colemos as mãos, palma a
palma!
A minha boca na tua, sem beijo...
Desejo-te até o desejo
se
queixar que dói.
E sou tua, assim, como nenhuma foi!
(Caminhos Frios
Leonor de Almeida, 1947,
Portugal)
*
Como eu não possuo
Como eu desejo a que ali vai na rua,
tão
ágil, tão agreste, tão de amor...
Como eu quisera emaranhá-la nua,
bebê-la em espasmos de harmonia e cor!...
Desejo errado... Se eu a tivera um dia,
toda
sem véus, a carne estilizada
sob o meu corpo arfando transbordada,
nem
mesmo assim - ó ânsia - eu a teria...
Eu vibraria só agonizante
sobre o seu corpo de
êxtases dourados,
se fosse aqueles seios transtornados,
se fosse aquele
sexo aglutinante...
De embate ao meu amor todo me ruo,
e vejo-me em
destroço até vencendo:
é que eu teria só, sentindo e sendo
aquilo que
estrebucho e não possuo.
(Dispersão
Mário de Sá-Carneiro, 1914,
Portugal)
*
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Templates LaLi
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Cristiny On Line
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Você derrapa em minhas curvas,
Se perde no brilho dos meus olhos.
Eu quero você corsário a perseguir meus segredos
Você fica a espera do meu chamado,
Eu não quero te chamar, quero ser possuída pelo seu desejo.
As palavras mais uma vez, matam o desejo.Kyra
Vou derreter em sua boca,
Como um bom chocolate.
Posso ser doce,
Meio amargo,
Picante se for com pimenta,
Recheada de surpresas.
Venha sentir minhas delícias,
Me fazer gemer baixinho
E quando estiver saciado de minhas
Várias nuances de sabor
Deixarei em sua lembrança
O gostinho de quero mais!Kyra
Este desconhecido,
Mexeu com minha alma.
Acordou a paixão adormecida,
Acendeu o fogo, que julguei apagado.
Descontrolou o que era controlado.
Inundou-me de quereres,
sonhar com o por do sol.
Quero me desmontar
Entregar-me aos desejos
Despentear seus cabelos
Perder-me em seus braços
Incendiar minha alma
Ser tua.
Kyrauma linda semana para vcs...beijoss


Encarnada
Tânia Lima
Sinto que poderia extrair de minha alma sua essência.
É que alma assim escancarada,
Brilhante feito purpurina
(Dessas que parecem maiores do que seus registros),
Levam a crer que podem ser torcidas
Para que, gota a gota,
Se extraia delas a sabedoria.
É que meu corpo, este pobre coitado,
Está nela contido
(Quando deveria ser o contrário)
E é por ela arrastado,
Levado a seguir sem arbítrio,
A viver a história apaixonada
Pendente, de outras vidas.
Alma autoritária esta minha!
Governa, ordena, fala o que quer,
Se contradiz.
E o meu corpo...
Encantado e subserviente,
Sob o jugo de uma alma essencialmente feliz.
Sim, poderia extrair de minha alma a essência
E vendê-la em pequenos e delicados frascos encarnados:
"Poção de Felicidade".

Luz
Tânia Lima
Deixarei acesa uma pequena chama...
Estará em minha cabeceira
Apenas um tênue brilho...
Simples assim...
Pois que, na escuridão da noite,
Temo não encontres o caminho...
Adormeço assim...
Bruxuleante.
Receosa de que teu espírito
Se perca em outros sonhos
E não me encontre.
Então me cubro com a luz que dança
E invoco sua magia...
Estarás preso a mim nesta madrugada
Como o pavio na vela que fito...
Assim, entre o profano e o divino,
Faço de ti minha crença.
Estremeço...
Banhada de cera quente
A deslizar por meu corpo...
A derreter-me...
Escorrendo em mim
Tua presença.
Adormeço

Plenitude
Tânia Lima
Ando tão repleta de mim!
Quisera dividir com outras pessoas
este esplendor que me habita a alma.
Mas, ao tentar fazê-lo,
O que divido é pouco.
E digo a mim mesma:
"Calma...calma!".
Este coração borbulhante de amor...
O que consigo passar?!
Apenas um carinho meloso e excessivo,
Um arremedo do que me toma o peito.
Quisera deixar transbordar um pouco da ternura,
De toda esta que me sufoca;
Deste destempero de emoções alucinantes;
Deste desvario de arrepios que me percorrem a espinha.
Mas, ao tentar fazê-lo,
O que transborda é um fio d¿água,
Comparado ao caudaloso rio de sentimentos.
Como fazer para despejar de mim esta gigantesca onda de lava,
Esta força que me torna ardente,
Esta labareda que me inflama
E que me atiça inteira?!
Ao tentar fazê-lo,
Uma marola brota de mim
E respinga apenas fagulhas
Do que me queima por dentro.
Quisera sim
Dividir esta plenitude,
Este êxtase de espírito,
Este pedaço de mulher incandescente...
Quisera ter o poder de doar mais
Deste mel que corre em minhas veias.
Então vou me derretendo aos poucos...
Vou espalhando minhas risadas,
Deixando pelo caminho meus conselhos,
Minhas palavras adocicadas,
Minha "melosidade"....
Vou permitindo que enxerguem um pouquinho meu avesso,
Vou tropeçando em meus chamegos,
Deixando vislumbrar esta adolescência retardada...
Vou me doando, transbordando meus cuidados.
E esta plenitude...
Ah...esta, só consigo dividir com meu amado.
***
amo esse blog...é da Tânia Lima..visitem é lindo!!
http://www.aflordapele.blogger.com.br/
beijos e lindo final de semana....


Sempre, de vez em quando
Leila Míccolis
Toda vez que amanheço
de porre, sem ter bebido,
é prenuncio de tempestades.
Os calos não doem
com a mudança do tempo,
mas meu coração dispara
e o olfato fica mais aguçado
que faro de perdigueiro.
Nestas horas,
não adianta ninguém me dizer
que "viver é experimentar",
porque o máximo que eu consigo
é avaliar as avarias
causadas pelos arpões.
Desejo
Stela FonsecaDiante de mim
o seu corpo
belo
firme
quase nu
com cheiro
de mar
e de amor.
Diante dele
o meu querer
o meu desejo
intenso
inteiro
integral
indescritível
de tocar
cheirar
sentir
aquele corpo
aquele homem
aquele amigo
desejo.
Aqui me encontrarás
Salette Tavares
Aqui me encontrarás
dormindo-me silêncio
no fumo que os telhados
perfumam de pinheiro,
aqui me encontrarás
e a lua no meu ombro
vermelha do ardor
meu sangue companheiro.
Eco que eu sou
na morte de uma era
aninham os meus braços
outonos de fulgores
e os pássaros da noite
em seus olhos de espera
escutam o arfar
do perfume das cores.
Aqui me encontrarás
floresta de vermelho
segredo de vulcão
zumbindo-me no peito
aqui me encontrarás
quente fornalha de espelho
brasa amarela de vida
sol da cor com que me enfeito.
Minha forma uma montanha
de seios que a lua aquece
meus braços caminhos de água
por toda a serra a descer
recorta-me a tarde morta
perfil que o céu enlouquece
rumor remanso de frágua
brilho lunar a correr.
Prata de frio entornada,
carreiro meu sangue d´albas
esplendor de muro húmido
em leques de fetos verdes
langores de musgo veludo
em sombra de plantas malvas
em ti me sei e me escuto,
em ti me escorro e me bebo.
Aqui me encontrarás tão de longe navegada
afago de ares anjos
no oceano de uma asa
nesta terra em que me mostro
aqui de além coroada
sou água que a chuva traz
à sua primeira casa.


Saudade…
Tantas vezes, a sinto!
Saudade de tocar o teu cabelo
Saudade do teu olhar de “menino” doce
Saudade das tuas mãos suaves, que tocam o meu rosto
Saudade do teu cheiro que me embriaga
Saudade da tua pele macia que me aquece e contagia
Saudade do teu respirar, junto ao meu ouvido
Saudade do teu abraço forte... meu porto de abrigo
Saudade do teu afago no meu cabelo
Saudade dos teus lábios (encaixe perfeito dos meus)
Saudade do teu coração em louco desvario
Saudade da tua protecção, do teu carinho
Saudade do teu sussurrar, como melodia que me embala
Saudade de ti…que num beijo teu, me cala…
Saudade…
(Lúcia Machado)

Busco a razão nítida de ti
No mais intimo de mim
É o teu nome que me desperta
No silêncio que me embala
Nos braços da noite…
As palavras revelam-se à luz da Lua
Acariciando os sonhos que despem todas as verdades
E no teu peito repouso
É o teu coração, que acalma o meu desespero
E todos os teus gestos confessam o teu amor…
É nele que me deito
Entre o sentir do teu beijo,
Caminho que me leva, na cumplicidade do desejo
Desvendo-me às palavras surdas dos teus silêncios
Na imprecisão do que julgo saber
(Lúcia Machado)
Nas linhas perfeitas do teu rosto
A linguagem jamais expressa
Onde as minhas mãos alcançam
O sussurro do teu olhar incontido
E na tua boca…
Resta-me o abrigo, dos meus lábios órfãos
Procurando o agasalho deste tempo
Que me consome a serenidade
É somente minha, a febre imensa que lateja
Na alma que arde sob um coração que flameja
(Lúcia Machado)
http://luciamachado31.blogspot.com/
visitem..leiam..vcs vão gostar..linda noite e lindo final de semana...Lali..bjus..


Doçura
Nas linhas da minha fantasia
desenho milimetricamente teu corpo
percorrendo cada canto
cada encanto
e sinto em mim refletido
o teu contato aglutinado
que joga na pele
o cheiro do afago
e deixa a boca salivando
desejos e sabores
Louise Tommasi
Sentido
Você calou a boca
da tua literatura em mim
e todos os meus dizeres
perderam o sentido
e a boba mania de esticar sentimentos
e derramar tinta
nas coisas desbotadas do mundo
Então, escureci
Louise Tommasi

Aos tropeços
Entre goles, afagos e lampejos de paixão
Meu corpo inebriado reclama o teu
Disperso do caminho que tracei
Alojado e surdo aos apelos do que me é premente.
A boca entreaberta soletra teu nome
Que passeia sem rédeas no meu sentir
Os olhos plasmam formas e cores
Da tua imagem desenhada nas curvas do meu desejo
Te quero por inteiro,
Na urgência da pele febricitada.
Te quero me tocando qualquer nota,
Na capela da tua boca salivando prazer.
Te quero sem estar subordinada ao nada
Que se deita entre nós
E paralisa o meu movimento cadenciado
Te quero na totalidade do meu querer,
Às vezes confuso e dividido,
Às vezes soberano e devastador.
Milímetros nos impedem o toque
O roçar de corpos
O engolir de bocas
Que gritam e se espatifam
Nos impedimentos
Nos fragmentos
Que o destino
Nos impõe...
momentaneamente.
Louise Tommasi

Um beijo....lindo final de semana....LaLi


Serei Mulher
Serei anjo descido do pedestral
largando as asas brancas
Macias, castas e ramificadas num céu
Para cairem no chão estático e racional
Deixarei o paraíso para ser mulher
Feliz, sentida, amada ou sofrida... não importa.
Serei mulher para sentir o contorno do teu corpo
O sopro do suspiro que confessas
O risco que abraças e enlaças em mim
Serei anjo descido do pedestral
Caminharei na tua direcção
Tomarei no coração as dores do mundo
Para as gritar
Libertar, aconchegar... e perdoar.
Serei anjo descido no céu
E serei mulher só para ti
Ana
http://avalonana.blogspot.com
Sonhos de névoa
Acordo com o sabor da noite nos lábios
vejo-me gata em telhado de zinco quente
ainda no reflexo da manhã em desalinho
desenho um rectângulo em branco no meu espelho
onde te desejo igual a mim
Com o dedo desenho no vidro
o contorno do meu corpo
com os lábios em surdina te nomeio
o reflexo brilhante devolve-me o desejo
surdo.. mudo.
Preciso de uma fotografia tua
Preciso das palavras feitas de sombras e linhas.
Faço então a viagem necessária até à tua janela,
com o rio ao fundo
onde posas vaidosa.
Na tua janela
onde me despes lentamente
onde beijas de olhos abertos o desenho
dos meu contornos
onde beijas de olhos claros
o gemido das minha cores.
Na tua janela
Recriamos o amor dos corpos reconhecidos
Reinventamos os sons do comboio aqui tão perto
Saboreamos os dias perdidos…
E enchemo-nos de azul….
Com o rio ao fundo.
Lá ao fundo….
da tua janela
por LolaViola
http://levementerotico.blogspot.com/
Princípio
E ele nu na lividez dos lençóis
Completamente nu
Despudoradamente nu.
E ela reverente ante a nudez
Venerando-o
Contemplativa
Sôfrega de pele
Gulosa de corpo.
Falou-lhe numa língua feita de gestos
Cheiros e sabores.
E a língua era a língua que falava
E a língua era língua que criava
E despertava novas palavras
Novos odores
Novos cheiros
Novos sabores.
E ele quieto de tão vivo
Quieto de tão atento
Ansioso de ouvir
Ávido de saber.
Despudoradamente nu
Deslumbrantemente corpo.
Beijou dele o nome antes de o beijar
Enrolou-o na boca
E deu-lho.
E dando-lhe o nome tornou-o eterno
Nova palavra
Novo verbo
Razão
E princípio.
... de Encandescente
Um lindo domingo e linda semana...bjus

Se a noite fosse uma mulher...
...deveria ser sempre quente e húmida.
Se a mulher fosse como a noite
Deveria ser sempre misteriosa e envolvente
Negra mas luminosa
Deveria flutuar em vez de andar
Ser insinuante sem ser sinuosa...por mad
O amor...
A noite nasce com todos os seus cheiros.
A humidade no ar cria um manto que me envolve e acaricia a pele.
São estas gotas no ar que me trazem o teu cheiro.
O cheiro da Lua.
Gotas de mil cores que emanam o aroma do elixir da vida.
O néctar da paixão que escorre sempre que a noite e a lua se juntam.
É na noite que os amantes se entregam.
É na noite que a paixão é fiel aos corpos.
É na noite que os desejos se concretizam.
Quando cada estrela é sinal do amor que brota em cada gemido.
Corpos dourados pela luz do fogo, suados, colados, formando um só.
Numa valsa de erotismo e sensualidade.
Este amor é tudo quanto existe debaixo do ceu e para além das estrelas.Reload
por mad
Antítese
Quero ter-te e não te ter
Amar-te sem ser amada
Saber-me amada mas nada sentir
Quero que me odeies para por ti lutar
Quero que me ames e que nos teus beijos mo digas
Quero que vivas para mim e por mim
Quero que esqueças que eu existo para que assim sinta dor
Quero que repitas o meu nome sempre e que me sussurres o quanto me amas
Sabes amor…
Estás-me sempre na pele, na mente, até no andar e no dormir
Gosto de sentir saudades tuas mas é tão bom ter-te aqui sempre junto a mim
Os antagonismos do sentir são ondas e marés vivas nas minhas veias: dão vida, luz e paixão.http://www.aliciante.eu/aliciante/?redirect=weblog_com
adoro os escritos de Mad...beijos para vc...

Guarda-me
Encandescente
Estende a tua mão
Toca a minha que a procura
E devagar, com cuidado
Para que nada se perca
Deposita um a um
Os teus sonhos
Os teus medos
Aqui
Na palma da minha mão.
Depois fecha-ma devagar
Cerra-me os dedos
Aperta-os
E diz:
Guarda-os
Guarda-me
Não me percas
Não nos percas meu amor
Volúpia
Florbela Espanca
No divino impudor da mocidade,
Nesse êxtase pagão que vence a sorte,
Num frémito vibrante de ansiedade,
Dou-te o meu corpo prometido à morte!
A sombra entre a mentira e a verdade...
A núvem que arrastou o vento norte...
--- Meu corpo! Trago nele um vinho forte:
Meus beijos de volúpia e de maldade!
Trago dálias vermelhas no regaço...
São os dedos do sol quando te abraço,
Cravados no teu peito como lanças!
E do meu corpo os leves arabescos
Vão-te envolvendo em círculos dantescos
Felinamente, em voluptuosas danças...
beijos..lindos dias para vc...

É esquisito que teu nome sempre me soe uma prece,
uma invocação sagrada e solene, que contém em si um segredo
místico viajando pelo tempo, como se trouxesse consigo o desejo
implícito dessa maneira única com que moves as mãos, com que
abres a boca, com que recostas teu corpo, com que deixas o riso
fugir pelos olhos. É estranho que teu nome sempre me soe uma promessa
e um dom, como se bastasse pronunciá-lo para que a vida abra
uma porta secreta, para que se insinue um milagre prestes a ser,
eu assim em ti, simplesmente em teu nome. (Ticcia)
Porque eu já quase te posso tocar, porque em mim
há algo que pressente o que em ti aos poucos se
configura e se avizinha, porque em tudo há um tanto de
felicidade implícita de véspera, um formigar secreto de
ânsia e desejo, como se aos poucos o mundo estivesse
prestes a apoderar-se da ordem perfeita das coisas.
E eu sorrio e temo, pequena e frágil inseta. E eu festejo e
prenuncio, insana sacerdotisa do incerto. E eu delinqüesço e calo,
fêmea úmida de marés e cios. E eu preparo língua em lâmina
e pétala na forja crua da carne, na rútila fluidez do sonho. (Ticcia)
Haverá uma hora qualquer em que tu, entre o seio e a mão,
me doerás menos. Talvez haverá mesmo uma hora qualquer
em que tu não haverás mais de me doer, em que eu poderei
sorrir descalça sobre as lembranças que irão perdendo o gume
no rolar no tempo, uma hora na qual a mim será permitido
encontrar-te sem que meu corpo se reconfigure ao redor do teu
e minha pele não seja toda um livro de memórias. Quem sabe
nessa hora, já livre dos arpões, eu não tenha mais nos olhos o perfume
oco dos meus vazios e entre o seio e a mão possa florescer uma asa fugidia.(Ticcia)

Tu lengua,
pececillo inquieto en mi rostro.
Tu boca,
ostra que juega con mis labios.
Tu piel,
arena ardiente sobre mi cuerpo todo.
Tu voz,
canto de sirena que me llama y espera.
Mi piel y mi alma responden
pero tú, sirena mía,
te esfumas con el sol
al bajar la marea.Amparo Gimenez
Após o banho, nua
Após o banho, nua
ainda, o corpo húmido
ao meu encontro, visão,
relembro, cálido êxtase,
os seios entrevistos
no decote frouxo, agora, nua,
toalha molhando-se, ressurgem
após o banho,
fremindo, suave embalo, avidez
de língua e mãos, nua, vens,
perfume, sulcos na pele,
ansiada espera, curvas, a entrega
ao meu olhar, bocas, rosa
túmida, pétala, sucção, espuma,
resplandeces para mim, nua,
após o banho.Rabi Khan

Sólida
Impunha-lhe olhar e corpo. Exigia-lhe corpo e olhar.
O corpo dele indefeso. O corpo dela que o prendia.
As mãos que o percorriam. O olhar que o penetrava. A língua que lhe falava na
língua.E escorria sólida no corpo dele.
Mordeu-lhe um ombro com força quando ele se moveu.
Agarrou a mão que lhe acariciava as costas. Prendeu-a na sua.
Com a outra mão fechou-lhe os olhos:
- Não te movas. Não me olhes. Sente-te.E escorria sólida no corpo dele.
Nos braços dele abriu os braços. Foi abraço nos braços.
Mordeu-lhe lábios e língua. Roubou-lhe ar e gemidos. Sorveu-lhe saliva e sabor.
Foi beijo. Boca na boca.E escorria sólida no corpo dele.
Abriu-lhe as pernas com as pernas.
O peito colado ao peito. As ancas coladas ás ancas. O sexo colado ao sexo.
Sólida.
Movendo-se. Movendo-o. Tomando-o. Ocupando coxas e sexo.E escorreu líquida no corpo dele.
Líquida como a saliva que nele deixava rasto.
Beijo corpo que o percorria. Beijo língua que o envolvia.
E a mão aberta no peito dele que lhe dizia:
- Não te movas. Não me olhes. Sente-te.E escorreu líquida no corpo dele.
Contornou o desejo sólido nas coxas dele. Evitou o desejo sólido do sexo dele.
Foi beijo e boca nas pernas. Nos músculos tensos. Nos joelhos que antes abrira
com os seus.A mão soltou o peito que prendia. A boca soltou o corpo que tremia.
Parou.
Sólida ante o corpo dele.E no espaço que abrira entre as pernas dele, sentou-se.
Olhou o desejo entre as coxas dele. O sexo que a esperava.
O corpo dele que esperava que escorresse líquida nas coxas dele.Ele abriu os olhos. A surpresa no olhar. A pergunta no olhar. A ansiedade no
corpo.
-Pede, disse-lhe ela.(Encandescente)
Diz
Murmurava-lhe ao ouvido palavras e saliva.
Ele fechou os olhos ouvindo as palavras.
Como se as desconhecesse. Como se aprendesse o som que têm as palavras.Ela disse dos gestos que faria. Como o tocaria.
E ele soube que as palavras são gestos quando ditas assim, molhadas e
sussurradas.
Aprendeu o som dos gestos.
Os olhos fechados seguindo palavras e voz.Ela disse-lhe do sabor da pele.
Enrolou na língua pele e sabores e descreveu-os para que ele os soubesse.
Ele sentiu a pele como nunca a sentira.
Ele. Pele. Sabor.
Palavras que ela dizia e saboreava.Ela disse dos segredos que os dedos lhe contavam quando o tocava.
Segredos que guardara nas mãos e que sem voz lhe dissera.
Ele entendeu os gestos feitos.
Percebeu que o corpo conta histórias, guarda segredos.
E o corpo recordou as palavras que ela murmurava.
E sentiu os gestos e redescobriu segredos.Ela disse-lhe então do prazer.
Do corpo fechado num grito. Dos olhos que se abriam em espanto.
Do grito dele que a rasgava.
Da ternura que os colava e era amor.Ele pediu-lhe baixinho:
- Diz-nos outra vez.(Encandescente)
___________________________________
isso...
...é uma emoção!!..e dando continuidade dessa emoção pelo Girablogs...indico o blog da amiga S2 "Cumplicidade e Sensualidade"

Desejo
em volta do teu umbigo
meu desejo passeia
ânsia de te possuir lento
abrigado ou ao relento
na tua ou na minha cama
sobre a grama ou a areia
tuas curvas acentuadas
e tua pele dourada
mexem tanto comigo
fazem vibrar minhas veias
que derretem-se ígneas
tenho-te sempre aqui dentro
em minha circulação sanguínea
Benno Assmann
http://ilove.terra.com.br/lili/PALAVRASESENTIMENTOS/autores_benno.asp
Mais Desejo
O meu olhar cai sobre ti
como água fresca de Verão
desliza sobre o teu corpo
possuindo-te no abandono
Tudo em ti é fascínio
porque tudo exclusivamente
os cabelos, o brilho dos olhos
os lábios, pétalas rosa
a sombra que desliza dos seios
e o tesouro intímo e mágico
que ocultas tão meigamente
na elevação planetária de deusa
O meu olhar cai sobre ti
perpassando corpo e essência
suave, ternamente, comendo-te
Derivas para dentro de nós
realizas não haver distâncias
quando assim somos encontro
vivendo este morrer e nascer
entre suspiros feitos gemidos
tão loucos tão sentidos
MANUEL MARTINS GASPAR TOMÉ
(O poeta de Macau)

Dando continuidade ao Girablogs, indico o blog...
de minha amiga Curta...

Porquês
E ela perguntou “porque me amas”?
Se sou escuro, noite e temporal,
Se sou rocha, pedra dura, erva daninha,
Escarpa que rasga e fere a paisagem?
- Se te amo, disse ele, é porque breve é a noite se tu estás,
Temporal és por um segundo,
E de toda a beleza do mundo,
Só a rocha permanece fiel na paisagem.
- Porque me queres, se a querer-te isso me leva?
Questionou-o com os olhos rasos de água.
Se sou momento e não permanente,
Se sou chama, fogo-fátuo,
Se sou margem e não centro?
Ele, olhando-lhe os olhos, chorando-lhe as mágoas:
- Quero-te, porque sem ti longos são os dias, e neles morro,
Porque eterna és em mim, e em mim guardo os momentos,
Que em ti respiro,
Que em ti eu vivo,
Que em ti repouso.
Encandescente
Nesta noite…
Nesta noite… Nossa noite meu amor.
O escuro nos conjuga,
E esconjura
Vontades contrárias e desejos opostos,
Aos teus. Aos meus.
Nesta noite… Nossa noite meu amor.
Para nos unir o escuro conspira,
E suspira
Suspiros nossos,
Os teus. Os meus.
Nesta noite… Nossa noite meu amor.
O escuro mais escuro nos convoca
E nos junta e nos une
Num hiato,
Local sem tempo,
Templo
De mil vontades e desejos,
Os teus. Os meus.
Nesta noite… Nossa noite meu amor.
O escuro jura do amor a eternidade
E por nós conspira
E por nós suspira
E a nós se une…
Por uma noite.
Nossa noite.
Meu amor.Encandescente
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"Porque pertenço à raça daqueles que mergulham de olhos abertos
E conhecem o abismo pedra a pedra, anémona a anémona, flor a flor"Sophia de Mello Breyner Andresen
Tu lengua,
pececillo inquieto en mi rostro.
Tu boca,
ostra que juega con mis labios.
Tu piel,
arena ardiente sobre mi cuerpo todo.
Tu voz,
canto de sirena que me llama y espera.
Mi piel y mi alma responden
pero tú, sirena mía,
te esfumas con el sol
al bajar la marea.Amparo Gimenez

Bem Que Se Quis
Nelson Mota
Bem que se quis
depois de tudo ainda ser feliz
mas já não há caminhos pra voltar.
E o que é que a vida fez da nossa vida?
O que é que a gente não faz por amor?Mas tanto faz,
já me esqueci de te esquecer porque
o teu desejo é o meu melhor prazer
e o meu destino é querer sempre mais,
a minha estrada corre pro seu marAgora vem pra perto vem
vem depressa vem sem fim, dentro de mim
que eu quero sentir
o teu corpo pesando sobre o meu,
vem meu amor vem pra mim,
me abraça devagar,
me beija e me faz esquecer
Bem que se quis.Bem que se quis
depois de tudo ainda ser feliz
mas já não há caminhos pra voltar.
E o que é que a vida fez da nossa vida?
O que é que a gente não faz por amor?Mas tanto faz,
já me esqueci de te esquecer porque
o teu desejo é o meu melhor prazer
e o meu destino é querer sempre mais,
a minha estrada corre pro seu marAgora vem pra perto vem
vem depressa vem sem fim, dentro de mim
que eu quero sentir
o teu corpo pesando sobre o meu,
vem meu amor vem pra mim,
me abraça devagar,
me beija e me faz esquecer...Bem que se quis....
(Marisa Monte)
Me Deixas Louca
A. Manzanero - Versão: Paulo Coelho
Quando caminho pela rua lado a lado com você
Me deixas louca
quando escuto o som alegre do teu riso
Que me dá tanta alegria, me deixas louca
Me deixas louca quando vejo mais um dia
Pouco a pouco entardecer
E chega a hora de ir pro quarto escutar
As coisas lindas que começas a dizer
Me deixas louca
Quando me pedes por favor que nossa lâmpada se apague
Me deixas louca
Quando transmites o calor de tuas mãos
Pro meu corpo que te espera
Me deixas louca
E quando sinto que teus braços se cruzaram em minhas
costas
Desaparecem as palavras, outros sons enchem o espaço
Você me abraça, a noite passa
me deixas louca
Sinto os teus braços se cruzando em minhas costas
Desaparecem as palavras, outros sons enchem o espaço
Você me abraça, a noite passa
e me deixas louca(Elis Regina)
Um grande beijo a você que vem aqui...LaLi...um belissímo final de semana...até..
