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Recordação
Agora, o cheiro áspero das flores leva-me os
olhos por dentro de suas pétalas. Eram assim teus cabelos; tuas pestanas
eram assim, finas e curvas. As pedras limosas, por onde a tarde ia aderindo,
tinham a mesma exaltação de água secreta, de talos molhados, de
pólen, de sepulcro e de ressurreição. E as borboletas sem voz dançavam
assim veludosamente. Restitui-te na minha memória, por dentro das
flores! Deixa virem teus olhos, como besouros de ónix, tua boca de
malmequer orvalhado, e aquelas tuas mãos dos inconsoláveis mistérios, com
suas estrelas e cruzes, e muitas coisas tão estranhamente escritas nas
suas nervuras nítidas de folha, - e incompreensíveis, incompreensíveis.
(Cecilia Meirelles)
*

Esta noite
Esta noite o vento ceifa os bosques e uma raiva
sacode a terra. Se a voz do mar chamasse pelas velas, os
estreitos aguardariam um naufrágio. E se dissesses o meu nome eu morreria
de amor. Devo, por isso, afastar-me de ti – não por ter medo de morrer
(que é de já não o ter que tenho medo), mas porque a chuva que devora as
esquinas é a única canção que se ouve esta noite sobre o teu
silêncio.
(Maria do Rosário Pereira)
*

Poema do amor-perfeito
Naquela nuvem, naquela, mando-te meu
pensamento: que Deus se ocupe do vento. Os sonhos foram sonhados, e
o padecimento aceito. E onde estás, Amor-Perfeito? Imensos jardins da
insônia, de um olhar de despedida deram flor por toda a vida. Ai de
mim que sobrevivo sem o coração no peito. E onde estás, Amor-Perfeito?
Longe, longe, atrás do oceano que nos meus olhos se aleita, entre
pálpebras de areia... Longe, longe... Deus te guarde sobre o seu lado
direito, como eu te guardava do outro, noite e dia,
Amor-Perfeito.
(Cecilia Meirelles)
*

Arranco o amado distante do meu corpo e me liberto
da dor da ausência ou deixo que sua luz, tão forte quanto rara, me
alimente os sonhos de calor?
(Léa Waider)
*

... Como posso viver longe de ti... Como posso
acender um candeeiro senão para te ver? Como posso fitar uma parede por onde
não perpassa a tua sombra? ... Como hei-de abrir uma porta se não for para ir
ter contigo? Como hei-de atravessar uma soleira se não for para te
encontrar? Não, não podia viver longe de ti... Dá-me a tua boca por um
momento...
(Tasos Leivaditis, Tradução de Manuel
Resende)
*

Modo de amar
Amor como tremor de terra abalando montanhas e
minérios nas entranhas da minha carne. Amor como relâmpagos e
sóis inaugurando auroras ou ateando faíscas e incêndios nas trevas da
minha noite. Amor como açudes sangrando ou caudais
tempestades despencando dilúvios. E não me falem de ruínas nem de
cinzas, nem de lama.
(Astrid Cabral)
*

Vem cá! Assim, verticalmente! Achega-te...
Docemente... Vou olhar-te... E, no teu olhar, colher promessas do que
quero prometer, até à síncope do amor na alma! Colemos as mãos, palma a
palma! A minha boca na tua, sem beijo... Desejo-te até o desejo se
queixar que dói.
E sou tua, assim, como nenhuma foi!
(Leonor de Almeida)
*

Como eu não possuo
Como eu desejo a que ali vai na rua, tão
ágil, tão agreste, tão de amor... Como eu quisera emaranhá-la nua,
bebê-la em espasmos de harmonia e cor!...
Desejo errado... Se eu a tivera um dia, toda
sem véus, a carne estilizada sob o meu corpo arfando transbordada, nem
mesmo assim - ó ânsia - eu a teria...
Eu vibraria só agonizante sobre o seu corpo de
êxtases dourados, se fosse aqueles seios transtornados, se fosse aquele
sexo aglutinante...
De embate ao meu amor todo me ruo, e vejo-me em
destroço até vencendo: é que eu teria só, sentindo e sendo aquilo que
estrebucho e não possuo.
(Mario de Sá Carneiro)
*

Dime Dime por favor donde estás, en que rincón puedo no verte, dónde puedo dormir sin recordarte y dónde recordar sin que me duela.
Dime por favor dónde pueda caminar sin ver tus huellas, dónde puedo correr sin recordarte y dónde descansar con mi tristeza.
Dime por favor cuál es el cielo que no tiene el calor de tu mirada y cuál es el sol que tiene luz tan sólo y no la sensación de que me llamas.
Dime por favor cuál es el rincón en el que no dejaste tu presencia. Dime por favor cual es el hueco de mi almohada que no tiene escondidos tus recuerdos.
Dime por favor cuál es la noche en que no vendrás para velar mis sueños… Que no puedo vivir porque te extraño y no puedo morir porque te quiero.
Jorge Luis Borges
*

Tua mão em mim
Você me acorda no meio da noite e eu que navegava tão distante cravada a proa em espumas desfraldados os sonhos afloro de repente entre as paradas ondas dos lençóis a boca ainda salgada mas já amarga molhada a crina encharcados os pêlos na maresia que do meu corpo escorre. Cravam-se ao fundo os dedos do desejo. A correnteza arrasta. Só quando o primeiro sopro escapar entre os lábios da manhã levantarei âncora. Mas será tarde demais. O sol nascente terá trancado o porto e estarei prisioneira da vigília.
Marina Colasanti
*

Secretamente
Seus olhos estão perigosamente dentro de mim aqui fizeram morada e estão como Deus em toda parte se interpondo entre a paisagem mais próxima entre a fresta de luz e a imagem tangenciando meu olhar que não sabe olhar puro que se trai a cada segundo.
Seus olhos estão perigosamente pousados sobre mim como borboleta em flor cobrindo minha pele em ternura suaves como seda a farfalhar sobre os poros e os pelos. Luzes que incendeiam em sublime música meu corpo aceso em sede Sombras sobre minha noite embalam meu sono devassando meus sonhos onde secretamente me assombram estando fora e sendo dentro espelhos de amor intenso e imenso.
Nossos olhos estão perigosamente em comunhão a despeito da separação que a vida nos impõe. E nossas vidas sob risco entre sermos felizes ou tristes e nossos destinos por um triz entre sucessos e desatinos. Secretamente espreitamos-nos como caminhos à beira de atraentes abismos.
Virgínia Schall
*

Vem morrer vivendo nos meus braços Vem morrer vivendo nos meus braços Preenche com meu colo teus espaços Do avesso do meu não, faz o teu sim Vem poetar de amor dentro de mim Grita o aroma rubro do desejo em flor Perde teu gosto fulvo desta pele em cor Pensa nas sombras de gemidos vãos E faze de meus lábios tuas mãos Sente meu toque no teu toque exangue Vive meu gozo em teu próprio sangue Dá-me teu beijo para que eu afague Dá-me teus olhos para que eu me afogue Teu pensamento onde minh'alma cabe E que meu corpo no teu corpo acabe
Lilia Chaves
*

Venha toma meu corpo minha pele, minha alma, apropria meus sonhos
me bata na cara, me faça louca, pouca, santa, besta, tonta
devasta minhas aldeias, derruba minhas muralhas, caçoa de meus exércitos, incendeia minhas casas,
me faça bela, fera, donzela, megera, cadela
me cuspa no rosto, me traga desgostos, me lanha o dorso, me tira os méritos, me vista mortalhas
me faça alada, rasgada, amada, amarga, molhada
e tudo o que quero é que volte, logo !
Patricia Antoniete
*

Dobro os joelhos Quando você me pega... Me amassa, me quebra... Me usa demais... Perco as rédeas, quando você demora, devora, implora E sempre por mais... Eu sou navalha cortando na carne... Eu sou a boca que a língua invade Sou o desejo maldito e bendito Profano e covarde... Desfaça assim de mim que eu gosto e desgosto Me dobro, nem lhe cobro Rapaz! Ordene, não peça! Muito me interessa a sua potência... Seu calibre, seu gás... Sou o encaixe o lacre violado E tantas pernas por todos os lados Eu sou o preço cobrado e bem pago Eu sou um pecado capital... Eu quero é derrapar nas curvas do seu corpo Surpreender seus movimentos... Virar o jogo... Quero beber, o que dele escorre pela pele E nunca mais esfriar minha febre...
Isabella Taviani
*

Diário da solidão
I
em meu quarto as aflições se igualam democraticamente. deito-me sem conseguir reconhecer, entre tantas ausências, o pouco que ainda me resta para sonhar. minha cama é uma ilha cercada de angústia por todos os lados.
II
desfaço-me com os olhos pregados no teto. (o sono nunca vem quando preciso). conto carneiros, penso besteira. e meu corpo, completamente desperto, dói a dor de quem não encontra uma mão sobre um seio, o sexo duro, uma perna entre as pernas. meu gemido é quase um lamento.
III
segundo alguns manuais, a solidão é caminho para o auto-conhecimento. danem-se todos. estar só é desconhecer outro lado vivo de mim. o espelho, no canto do quarto, anda embaçado de tanto escutar minhas queixas. não preciso abrir a janela para saber que a lua está cheia. uivo. e este uivo é apelo.
mariza lourenço
*

Noite
De noite só quero vestido o tecido dos teus dedos e sobre os ombros a franja do final dos cabelos
Sobre os seios quero a marca do sinal dos teus dentes
e a vergasta dos teus lábios a doer-me sobre o ventre
Nas pernas e no pescoço quero a pressão mais ardente
e da saliva o chicote da tua língua dormente
Maria Tereza Horta
*

A hora
Toma-me agora que ainda é cedo e que levo dálias novas na mão.
Toma-me agora que ainda é sombria esta taciturna cabeleira minha.
agora que tenho a carne cheirosa e os olhos limpos e a pele de rosa.
Agora que calça minha planta ligeira a sandália viva da primavera.
Agora que em meus lábios repica o sorriso como um sino sacudido ás pressas.
Depois..., iah, eu sei que já nada disto mais tarde terei!
Que então inútil será teu desejo, como oferenda posta sobre um mausoléu.
Toma-me agora que ainda é cedo e que tenho rica de nardos a mão!
Hoje, e não mais tarde. Antes que anoiteça e se volte murcha a corola fresca.
Hoje, e não amanhã. Oh amante! Não vês que a trepadeira crescerá cipreste?
Juana de Ibarbourou
*

A Moça que Mostrava a Coxa
A moça mostrava a coxa, a moça mostrava a nádega, só não mostrava aquilo - concha, berilo, esmeralda - que se entreabre, quatrifólio, e encerrra o gozo mais lauto, aquela zona hiperbórea, misto de mel e de asfalto, porta hermética nos gonzos de zonzos sentidos presos, ara sem sangue de ofícios, a moça não me mostrava. E torturando-me, e virgem no desvairado recato que sucedia de chofre á visão dos seios claros, qua pulcra rosa preta como que se enovelava, crespa, intata, inacessível, abre-que-fecha-que-foge, e a fêmea, rindo, negava o que eu tanto lhe pedia, o que devia ser dado e mais que dado, comido. Ai, que a moça me matava tornando-me assim a vida esperança consumida no que, sombrio, faiscava. Roçava-lhe a perna. Os dedos descobriam-lhe segredos lentos, curvos, animais, porém o maximo arcano, o todo esquivo, noturno, a tríplice chave de urna, essa a louca sonegava, não me daria nem nada. Antes nunca me acenasse. Viver não tinha propósito, andar perdera o sentido, o tempo não desatava nem vinha a morte render-me ao luzir da estrela-d'alva, que nessa hora já primeira, violento, subia o enjoo de fera presa no Zôo. Como lhe sabia a pele, em seu côncavo e convexo, em seu poro, em seu dourado pêlo de ventre! mas sexo era segredo de Estado. Como a carne lhe sabia a campo frio, orvalhado, onde uma cobra desperta vai traçando seu desenho num frêmito, lado a lado! Mas que perfume teria a gruta invisa? que visgo, que estreitura, que doçume, que linha prístina, pura, me chamava, me fugia? Tudo a bela me ofertava, e que eu beijasse ou mordesse, fizesse sangue: fazia. Mas seu púbis recusava. Na noite acesa, no dia, sua coxa se cerrava. Na praia, na ventania, quando mais eu insistia, sua coxa se apertava. Na mais erma hospedaria fechada por dentro a aldrava, sua coxa se selava, se encerrava, se salvava, e quem disse que eu podia fazer dela minha escrava? De tanto esperar, porfia sem vislumbre de vitória, já seu corpo se delia, já se empana sua glória, já sou diverso daquele que por dentro se rasgava, e não sei agora ao certo se minha sede mais brava era nela que pousava. Outras fontes, outras fomes, outros flancos: vasto mundo, e o esquecimento no fundo. Talvez que a moça hoje em dia... Talvez. O certo é que nunca. E se tanto se furtara com tais fugas e arabescos e tão surda teimosia, por que hoje se abriria? Por que viria ofertar-me quando a noite já vai fria, sua nívea rosa preta nunca por mim visitada, inacessível naveta? Ou nem teria naveta...
Carlos Drummond de Andrade
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Eu quero ser possuída por você,pelo seu corpo, pela sua proteção, pelo seu sangue. Me ama! Eu quero que você me ame e fique eternamente me amando dentro de mim. Com sua carne e o seu amor. Eternamente, infinitamente dentro de mim me envolvendo, me decifrando, me consumindo, me revelando... Como uma tarde dentro do elevador, no verão, voltando da praia e você me abraçou e eu te abracei... E quanto mais eu me entregava, mais nascia o meu desejo, Mais sobrava só o desejo, e mais eu te queria sem palavras, sem pensamentos... A vida inteira resumida só no desejo da tua boca dizendo o meu nome, Da tua mão conduzindo a minha mão, Do teu corpo revelando o meu corpo, Como se o mundo fosse pela primeira vez, Você o meu ponto de referência nessa cidade..."
José Vicente
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Sólida
Impunha-lhe olhar e corpo. Exigia-lhe corpo e olhar. O corpo dele indefeso. O corpo dela que o prendia. As mãos que o percorriam. O olhar que o penetrava. A língua que lhe falava na língua.
E escorria sólida no corpo dele.
Mordeu-lhe um ombro com força quando ele se moveu. Agarrou a mão que lhe acariciava as costas. Prendeu-a na sua. Com a outra mão fechou-lhe os olhos: - Não te movas. Não me olhes. Sente-te.
E escorria sólida no corpo dele.
Nos braços dele abriu os braços. Foi abraço nos braços. Mordeu-lhe lábios e língua. Roubou-lhe ar e gemidos. Sorveu-lhe saliva e sabor. Foi beijo. Boca na boca.
E escorria sólida no corpo dele.
Abriu-lhe as pernas com as pernas. O peito colado ao peito. As ancas coladas ás ancas. O sexo colado ao sexo. Sólida. Movendo-se. Movendo-o. Tomando-o. Ocupando coxas e sexo.
E escorreu líquida no corpo dele.
Líquida como a saliva que nele deixava rasto. Beijo corpo que o percorria. Beijo língua que o envolvia. E a mão aberta no peito dele que lhe dizia: - Não te movas. Não me olhes. Sente-te.
E escorreu líquida no corpo dele.
Contornou o desejo sólido nas coxas dele. Evitou o desejo sólido do sexo dele. Foi beijo e boca nas pernas. Nos músculos tensos. Nos joelhos que antes abrira com os seus.
A mão soltou o peito que prendia. A boca soltou o corpo que tremia. Parou. Sólida ante o corpo dele.
E no espaço que abrira entre as pernas dele, sentou-se. Olhou o desejo entre as coxas dele. O sexo que a esperava. O corpo dele que esperava que escorresse líquida nas coxas dele.
Ele abriu os olhos. A surpresa no olhar. A pergunta no olhar. A ansiedade no corpo. -Pede, disse-lhe ela.
encandescente
*

Adivinha o quanto gosto de ti Já pensei dar-te uma flor, Com um bilhete, mas nem sei o que escrever, Sinto as pernas a tremer quando sorris para mim, Quando deixo de te ver...
Vem jogar comigo um jogo, eu por ti e tu por mim. Fecha os olhos e adivinha, quanto é que eu gosto de ti. Gosto de ti desde aqui até à lua, Gosto de ti, desde a Lua até aqui. Gosto de ti, simplesmente porque gosto, E é tão bom viver assim...
Ando a ver se me decido, Como te vou dizer, Como heide de contar, Até já fiz um avião com um papel azul, Mas voou da minha mão...
Vem jogar comigo um jogo, eu por ti e tu por mim. Fecha os olhos e adivinha, quanto é que eu gosto de ti. Gosto de ti desde aqui até à lua, Gosto de ti, desde a Lua até aqui. Gosto de ti, simplesmente porque gosto, E é tão bom viver assim...
Quantas vezes parei à tua porta? Quantas vezes nem olhaste para mim? Quantas vezes eu pedi que adivinhasses, Quanto é que eu gosto de ti?
Gosto de ti desde aqui até à lua, Gosto de ti, desde a Lua até aqui. Gosto de ti, simplesmente porque gosto, E é tão bom viver assim...(AS)
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Morrer de Amor Morrer de Amor ao pé da tua boca Desfalecer à pele do sorriso Sufocar de prazer com o teu corpo Trocar tudo por ti se for preciso. Maria Teresa Horta
Nossa Noite Você já saiu para o trabalho, passeio pela nossa casa, por todos os cantos dela, sinto seu cheiro, por todos eles, sinto sua presença, ouço sua voz, seu riso, ouço você chamar meu nome, como faz sempre quando quer alguma coisa ou somente quando me quer ao seu lado. Parada na sala, olho e vejo que esta tudo em ordem, arrumada, perfeita, nem de longe lembra a noite que tivemos ali à algumas horas... Eu lia esparramada no sofá e você trabalhava em suas planilhas...às vezes, levantava os olhos e te olhava, olhava o homem que tanto amo e desejo, pressentindo, levantava os olhos e me olhava sorrindo... Em um desses momentos de ternura, levantou-se, ligou o som e puxou-me para dançar, encostamos nossos corpos e começamos vagarosamente a nos mexer, olhos nos olhos e bocas próximas. Seus braços ao meu redor me apertavam delicadamente, nossas bocas unidas, suas mãos já descendo pelas minhas costas, passeavam em mim...as minhas, pousadas em seu peito... Enquanto procurava tirar sua camisa, você procurava tirar meu vestido, ficaram no chão, juntos com nossas outras peças logo depois. Continuávamos a dançar, nus e entre beijos, conversávamos, falávamos de nosso amor e do desejo que tínhamos um pelo outro... Sua pele quente, em contraste com a minha, gelada, nos causava arrepios de prazer, atordoada, beijava seu peito, lambia sua pele e sugava seus mamilos rijos, queria somente seu gosto em minha boca naquele instante, nosso dançar já não seguia o ritmo das músicas que tocavam, seguia o ritmo de nosso tesão, sem pressa, era o ritmo também de nosso amor, de nosso querer, de nossa união. Deitamos sobre o tapete, agora, um saboreando cada canto do outro, com beijos, línguas, cheiros, bebendo do líquido mágico que escorria de nossos sexos. Ainda parada, olhando o tapete, vejo perfeitamente quando você abriu minhas pernas, ficou olhando fixamente entre elas e lentamente levantou a mão espalmada passando sobre a minha parte de seu prazer maior, deliciosamente passou toda a mão sobre ela, levou até o rosto e aspirou o cheiro que adora em mim, disse meu nome, rouco, já sem poder adiar, me penetrou, firme e duro, todo meu e aberta, abandonei-me, saí de mim, já não me pertencia mais, gemíamos de prazer, rolávamos ao abandono, ofegávamos e assim juntos, grudados, fomos passear entre as ondas do mar e entre as estrelas do céu. Te espero agora, em nosso canto, não seria de outra maneira...vem logo, vem.. LaLi

Tua...bjus Eu. **************** Minhas coisas...Meus blogs http://lalilaranjalima.zip.net/
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- Postado por: Lali
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